O MIT ao alcance do mouse

Por Maurício Moraes

O que dá para estudar em universidades internacionais de grife sem gastar nada.

Fonte: INFO Online – 23/01/2009

O analista de sistemas Luiz Fernando Capitulino, de 28 anos, nunca visitou os Estados Unidos, mas aprendeu a desenvolver um sistema operacional no MIT (Massachusetts Institute of Technology). Ele não precisou ser aprovado em um difícil processo seletivo, não pagou nada, nem mesmo teve de se mudar para o exterior. Bastou se sentar na frente do computador e estudar. O curso funcionou como um complemento à graduação que faz na Universidade Tuiuti do Paraná, em Curitiba. Capitulino também aplica os conhecimentos em seu dia-a-dia no trabalho, que envolve a manutenção do kernel do Mandriva Linux.

De alguns anos para cá, várias universidades internacionalmente reconhecidas estão compartilhando com todo o mundo o conteúdo de seus cursos de graduação na web. Muitos são voltados para a área de TI e estão em inglês. Encarar o desafio de acompanhá-los é uma bela chance de dar um upgrade na carreira. Dá para aprender até sobre robótica e inteligência artificial. Além do MIT, há material disponível de Stanford, Berkeley e das inglesas Oxford e Cambridge, só para citar alguns exemplos. Formar-se em um desses lugares pode custar mais de 200 mil reais.

No MIT, um dos pioneiros na área, a iniciativa faz parte do programa OpenCourseWare (OCW), criado em 2003. Só em TI, há mais de 40 cursos disponíveis para download. Desse total, seis podem ser assistidos na íntegra em vídeo e contam com material de apoio completo, enquanto os outros trazem desde as anotações e os resumos usados pelo professor até a bibliografia completa, exercícios e provas. Há também o Webcast.Berkeley e o recém-anunciado Stanford Engineering Everywhere.
 
Em qualquer um dos casos, seguir as aulas exige dedicação e disciplina, porque não há interação com outros alunos ou com os professores responsáveis pelas matérias. Se surgir uma dúvida, você terá de procurar a resposta sozinho. O acesso ao conteúdo é tão livre que não é necessário nem mesmo se inscrever na home page. Basta acessar o endereço, escolher o que estudar e seguir no seu ritmo.

Vídeos pelo itunes

Os vídeos das aulas podem ser baixados pelo serviço iTunes U, na iTunes Store — são centenas de cursos, seminários e palestras do mundo todo —, ou vistos nos canais das universidades no YouTube. E há um extenso material também nos portais Videolectures.net e no OCW Consortium.

Não há como receber um certificado para comprovar o tempo dedicado aos cursos e colocá-los no currículo, mas o analista do Mandriva nem se importou com isso ao mergulhar no curso de sistemas operacionais do MIT. “Foi positivo”, diz Capitulino. “O curso é muito bem organizado, mas é hardcore. Eu me matava lendo os manuais.” Embora não haja vídeos das aulas para a disciplina, ele pôde baixar as anotações do professor, os exercícios de laboratório (com scripts para conferir se o código está funcionando), as listas de tarefas e todas as provas aplicadas, com as respostas.

Simulações em Java

Os cursos de TI têm atraído até mesmo quem não trabalha no setor. Acostumado a acompanhar disciplinas de diferentes áreas, o aluno de Ciências Moleculares da Universidade de São Paulo (USP) William Massami Kurita, de 22 anos, seguiu a disciplina de Estrutura e Interpretação de Programas de Computador, também do MIT.

Hoje, ele faz estágio na área de finanças e usa a linguagem Java para cálculos e simulações. “As vantagens são a qualidade do ensino e as referências que eles dão para você”, afirma. “Acompanhar as aulas é como saber o que está acontecendo no mundo.” O conteúdo da home page do OCW também costuma ser usado por ele para consultas. Sempre que tem dúvidas de matemática e química, Kurita entra no endereço e busca respostas no material disponível.

Brasileiros no top-10

Por ter sido uma das primeiras universidades a colocar suas disciplinas na internet, o MIT tem um dos serviços mais populares. Desde que o programa teve início, a página do OCW já recebeu mais de 70 milhões de visitas. Uma pequena parte dos cursos já foi inclusive traduzida para o português pelo portal Universia “O Brasil está entre os dez principais países que acessam o site e é responsável por cerca de 20 mil visitas por mês”, afirma Steve Carson, diretor de relações exteriores do OCW.

Segundo ele, as disciplinas de TI mais acessadas são as de Introdução aos Algoritmos e Circuitos e Eletrônica. “O material é indicado para quem já teve alguma experiência em uma faculdade, e dois terços dos nossos usuários são formados”, diz. “Mas qualquer pessoa com interesse deve se sentir à vontade para acessar o conteúdo.”
Simulações em Java

Os cursos de TI têm atraído até mesmo quem não trabalha no setor. Acostumado a acompanhar disciplinas de diferentes áreas, o aluno de Ciências Moleculares da Universidade de São Paulo (USP) William Massami Kurita, de 22 anos, seguiu a disciplina de Estrutura e Interpretação de Programas de Computador, também do MIT.

Hoje, ele faz estágio na área de finanças e usa a linguagem Java para cálculos e simulações. “As vantagens são a qualidade do ensino e as referências que eles dão para você”, afirma. “Acompanhar as aulas é como saber o que está acontecendo no mundo.” O conteúdo da home page do OCW também costuma ser usado por ele para consultas. Sempre que tem dúvidas de matemática e química, Kurita entra no endereço e busca respostas no material disponível.

A escola de engenharia da Universidade Stanford colocou no ar em setembro seis cursos de TI. O Brasil é o segundo país em número de visitantes do site depois dos Estados Unidos. O campeão de downloads é Metodologia da Programação, seguido por Introdução à Robótica. “Parte de nossa missão é desenvolver o ensino público”, afirma David Orenstein, gerente de relações públicas da Stanford School of Engineering. Com tantas opções gratuitas, aprender com os maiores especialistas só depende de você.

Veja aqui as opções do MIT, Stanford ou Berkeley.

Veja aqui a opção da Unicamp – Portal Ensino Aberto.

Fonte: INFO Online

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